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Di Ferrero: Lição após o Covid-19

Cantor mantém planos otimistas

Mariana Silva Publicado sexta 3 abril, 2020

Cantor mantém planos otimistas
Na Ilha de CARAS, em Ilhabela, SP, Di Ferrero é só força e otimismo - Cadu Pilotto


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Mais tranquilo e recém-recuperado da contaminação por Covid-19, Di Ferrero (34) agora carrega amplas lições após sentir na pele o medo que assombra o mundo. “Acredito que todos nós estamos perdendo algo. Uns mais, outros menos. Mesmo distantes, quanto mais unidos em ideais estivermos, menos todos perderão e mais rápido vamos conseguir passar por isso. Ficar em casa é a opção mais eficaz e segura neste momento”, avalia o cantor, já livre de todos os sintomas. “Está tudo bem! Só tive uma complicação por conta de um problema que já tenho no pulmão, mas nada grave. Estou curado do vírus e não tenho mais nenhum sintoma”, explica ele. Diagnosticado em 12 de março, Di permaneceu cerca de 15 dias isolado em Florianópolis, Santa Catarina, onde havia desembarcado para resolver compromissos profissionais. “Foi uma sensação muito estranha ver o resultado positivo”, conta ele após o susto.

 

Uma das primeiras personalidades brasileiras a se declarar positivo nos testes para o novo coronavírus, Di relembra como tudo aconteceu. “Tinha voltado dos EUA, estava em Floripa. Tive febre não muito alta e falta de ar. Fiquei ansioso tentando lembrar de todos com quem falei e tive contato”, relata ele, que, antes de NY, passou uns dias na Ilha de CARAS. Casado com a top Isabeli Fontana (36), que atualmente se divide entre as residências em SP e Nova York por conta de sua carreira, o cantor chegou a temer pela saúde de sua família. “Eu e a Isabeli estávamos juntos em Nova York, mas ela voltou antes. Nos encontramos rapidamente em São Paulo. Ela testou negativo. Com os meninos, eu não tive contato após a viagem, ainda bem”, detalha, referindo-se aos enteados, Zion (17) e Lucas (12). “Tudo isso vai passar mais depressa do que podemos imaginar, é hora de confiarmos no plano divino”, declarou Isabeli nas redes sociais.

Sozinho em meio à quarentena, o cantor recebeu atendimento médico remoto. “Meu tratamento foi baseado na minha complicação no pulmão, mas buscamos basicamente aumentar minha imunidade. É importante lembrar que cada caso é um caso”, detalha ele. Mesmo amparado de longe, Di confessa que a angústia e a ansiedade foram sentimentos recorrentes. “Minha respiração estava ofegante, então, era difícil relaxar”, relembra ele, que buscou como saída ocupar a mente e preencher os dias com sua grande paixão: a música. “Quando comecei a melhorar e consegui voltar a cantar, aproveitei para compor muito! Produzi umas cinco músicas e fui soltando todas na internet”, descreve. Um dos resultados foi a canção Vai Passar, cujo refrão surge como um alento diante da quantidade de notícias ruins com o avanço da pandemia e do isolamento social: “Vai passar, vai passar, vai passar e logo a gente volta a se abraçar”.

Contando com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, o cantor também aproveitou para conversar com fãs e se aproximar do público com vídeos ao vivo. “Fui reportando meu estado de saúde todos os dias, com o intuito de acalmar as pessoas. Espero ter ajudado. Quando já estava mais recuperado, também participei de alguns festivais em casa”, menciona Di. Ele aderiu ao movimento Fique em Casa e integrou a programação de eventos virtuais, adaptando seu espaço para apresentações ao vivo, em formato intimista, sem banda ou grandes instrumentos. “Acredito que todo conteúdo positivo neste momento é importante. O estresse e o desespero baixam nossa imunidade”, avisa.

Com shows cancelados e sem se deixar abalar demais pelo prejuízo profissional, ele reconhece que as medidas de segurança impostas atualmente são mais do que justas. “Acredito que, de certa forma, todos tivemos prejuízos. Passei por isso e estou aqui para falar, espero que todos se cuidem porque o maior prejuízo será perdermos pessoas que amamos ou não vivermos para recuperar nossos bens”, adverte.

Quando esteve na Ilha de CARAS, onde antecipou seus dias de descanso em contato com a natureza, ele ainda comemorou o lançamento do projeto acústico Sinais Sessions – Morro da Urca, gravado ao vivo no Rio, com participações especiais do rapper Rashid (32), do grupo Maneva e de Vitão (21). “Minha ideia é seguir por algumas cidades do Brasil, sempre com parcerias, mas sem perder o meu estilo. Ainda quero transformar em uma grande festa”, adianta ele, que também se programa para lançar a segunda parte do álbum Sinais, o primeiro grande trabalho de sua carreira solo, iniciada em 2018, após deixar o NXZero. “Não quero ser refém de algo que já fiz. A carreira solo me deu liberdade para testar, criar coisas novas. É como seu eu tivesse recuperado o frio na barriga”, diz a voz de Outra Dose.

Vencedor do quadro Show dos Famosos, do Domingão do Faustão, ele ainda reconhece sua versatilidade artística e idealiza várias vertentes profissionais. “Estou certo de que minha vida é nos palcos, não quero somente cantar”, avisa. Questionado sobre seu desejo para os próximos meses, quando a crise passar, Di tem a resposta na ponta da língua. “Shows, shows e mais shows”, diz. Focado no lado positivo da situação, ele acredita que a crise mundial servirá para trazer mudanças. “Não seremos mais os
mesmos. A verdade é que não precisamos de muito. Precisamos aprender a valorizar o que realmente importa, a compartilhar o que somos. Precisamos aprender que estamos juntos pela dor e pelo amor
”, reflete.

Último acesso: 27 May 2020 - 21:06:39 (347759).